
Ela aparece em investimentos, nos jornais, tem um papel importante na economia brasileira e afeta (muito!) sua vida financeira. Saiba mais sobre a Taxa Selic.
A Selic, ou Taxa Selic, é a taxa básica de juros da economia. A cada 45 dias, ela vira notícia em todo o Brasil – seja por ter aumentado, diminuído ou se mantido estável após a reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central.
Em maio de 2022, por exemplo, a Selic ficou definida em 12,75 ao ano.
Abaixo, entenda o que o termo Taxa Selic significa e qual a importância dele no seu dia a dia.
O que é a Taxa Selic
Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Basicamente, ela influencia todas as demais taxas de juros do Brasil, como as cobradas em empréstimos, financiamentos e até de retorno em aplicações financeiras.
Mas o que significa Selic?
Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa virtual em que os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras.
Além do Banco Central, apenas instituições financeiras têm autorização para negociar títulos nesse ambiente. Ou seja, pessoas comuns não têm acesso.
Já a Selic está ligada aos juros dos títulos públicos que o governo oferece neste sistema.
E quem decide o valor dessa taxa?
É o Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Ele se reúne a cada 45 dias para definir se a Selic aumenta, diminui ou se mantém estável.
Qual é a Taxa Selic hoje?
A Taxa Selic hoje está em 12,75% ao ano. Ela foi definida no dia 04 de maio de 2022 pelo Copom, que decidiu subir a taxa de 11,75% para 12,75% – a décima alta consecutiva.
Como funciona a Taxa Selic?
Para explicar a Taxa Selic, é preciso voltar a uma necessidade básica de qualquer governo: ter dinheiro para fazer investimentos e pagar dívidas. Apesar da principal forma de arrecadação ser por meio dos impostos, outra forma de arrecadar dinheiro é com empréstimos – como por meio dos títulos do Tesouro Nacional.
Os títulos do Tesouro são certificados de dívida emitidos e vendidos pelo próprio governo através do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic, lembra?). Quem compra um título ganha o direito de, em determinada data, receber o valor de volta com o acréscimo de juros.
É importante entender, entretanto, que a maioria dos títulos do tesouro é comprada por grandes instituições financeiras.
Isso acontece porque, por lei, toda instituição é obrigada a depositar uma parcela dos depósitos recebidos no dia em uma conta no Banco Central. Essa é uma forma de controlar a quantidade de dinheiro em circulação e evitar o aumento da inflação.
Como as instituições financeiras realizam milhões de operações diariamente, é comum chegar no fim do dia com uma quantia maior ou menor do que deveriam ter na conta do BC.
Neste caso, elas são obrigadas a pegar empréstimos com outros bancos para cumprir a lei.
Entendi. E o que isso tem a ver com a Selic?
Geralmente, esses empréstimos são de curtíssimo prazo (o tempo entre a retirada e o retorno do valor acontece em torno de 24 horas). Como garantia, as instituições oferecem os títulos públicos adquiridos do Banco Central.
Entender isso é importante para entender a diferença entre Selic Over e Selic Meta.
Taxa Selic Over
Basicamente, é a taxa de juros praticada quando uma instituição financeira empresta dinheiro para outra e usa, como garantia, os títulos públicos adquiridos no Banco Central (como explicado acima).
Taxa Selic Meta
Já a Selic Meta é a que você está acostumado a ouvir sobre: a taxa básica da economia Brasileira. Ela serve como parâmetro para outras taxas praticadas no mercado, e tende a ser a menor taxa na economia.
É sobre esta taxa a que este texto se refere – não à Selic Over.
Por que a Taxa Selic é importante?
A Selic foi criada em 1979, período em que a economia brasileira enfrentava um cenário de hiperinflação. Seu objetivo sempre foi ser uma ferramenta de controle da inflação: qualquer mudança que o Banco Central do Brasil fizer na taxa resultará em uma alta ou queda da inflação.
Além disso, podemos dizer que o Banco Central:
- Ao aumentar a Selic, tem como objetivo desacelerar a economia, impedindo a inflação de ficar muito alta;
- E, ao baixar a Selic, tem como objetivo estimular o consumo e aquecer a economia, aumentando a inflação quando ela está abaixo da meta.
Até hoje, a Selic serve como uma referência para a economia brasileira – uma ferramenta para controlar a inflação do país que pode ser entendida como um indicador da nossa situação econômica.
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